
Deslizo nas palavras escritas no entardecer,
Beijo os versos e deixo a marca do meu batom vermelho escuro
Nas letras invisíveis, as que estão condenadas a permanecer no silêncio
Pois não têm voz para gritar, justificar a dor de estar só!
Enclausuro os versos na prisão do meu sentir
Deixo-os sem luz, numa prisão sem grades
E esqueço as chaves na intimidade do meu ser!
é irrevogável as respostas do destino,
é irrevogável as respostas do destino,
Durmo abraçada a dor,
Escuto o seu lamentar, lágrimas que apagam
Todos os vestígios deixados por ti,
Toco procurando por uma parte de ti,
Toco procurando por uma parte de ti,
Sinto a fragrancia que deixei na tua pele
O corpo perde-se num labirinto
E deixa-se cair no chão,
O corpo perde-se num labirinto
E deixa-se cair no chão,
Como um verso esquecido
Sem morada nem nome!
Sem morada nem nome!





