Friday, July 24, 2009

Pecado!

Sinto de longe o teu pecado, a penitência de querer livrar-me desta ansiedade, desta espera e fico assim a escutar o bater do teu coração como uma melodia que promete jamais terminar!
O meu corpo perde-se neste labirinto ao encontro do teu, e a única saída é deixar-me perder novamente, para que a tua alma reencontre o meu desejo e sinta a sensação de desfolhar cada ausência tua.
Entrego-me por inteira, aconchego-me a ti, neste ninho feito de sonhos e ilusões onde a angústia do eu se dissipa, o alívio de ser tua sem a mascara de outrora revelam-se de mil formas, existir apenas...descanso neste leito onde as emoções mergulham na tua existência, deslizo as tuas mãos delineando os meus seios que despertam para a vida ao sabor dos teus beijos, desenho os teus lábios em meus lábios como uma escultura que aniquila o silêncio e a sede...
De repente deixamos as marcas do nosso corpo no lençol, o cheiro da nossa pele flui no ar, a janela do quarto esta aberta, como se o vento suspirasse saudade, trancamos a porta mas esquecemos da chave em qualquer lugar, e sem despedidas caminhamos soletrando gemidos e colorindo a vida de vários tons...
Resta apenas a unicidade da nossa existência fotografada na memória de nosso olhar!

Monday, July 20, 2009

Tenho medo de escrever.
É tão perigoso.
Quem tentou, sabe.
Perigo de mexer no que está oculto -
e o mundo não está à tona,
está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar.
Para escrever tenho que me colocar no vazio.
Neste vazio é que existo intuitivamente.
Mas é um vazio extremamente perigoso:
dele arranco sangue.
Sou um escritor que tem medo da cilada das palavras:
as palavras que digo escondem outras - quais?
Talvez as diga.
Escrever é uma pedra lançada no fundo do poço.
in Um Sopro de Vida
Clarice Lispector

Thursday, July 9, 2009

Explorei!

Explorei com tal ânsia a quietude da noite
Esculpi o teu rosto em todos os lugares que descobri onde o vazio reinava
Dei vida a essência da minha escultura, abri os olhos iluminando
A escuridão da minha alma e contornei os lábios ate a infinitude do meu sentir!
Fiz amor com a liberdade de quem sobrevoa o Oceano
E deixei-me levar tal um grão de areia em tuas mãos!
Fingi dores jamais sentidas e ultrapassei mágoas tatuadas em meu nome
Sublinhei com varias tonalidades as incompreensões da minha existência.
Abri a porta de uma casa ainda por construir, Deslizei os dedos pelas paredes que as tuas mãos cimentaram
Com a mestria de quem constrói o Universo
E no silêncio de cada pincelada li os teus pensamentos, revi a nossa história
Gravada em cada canto daquele lugar que aos poucos ganhava vida
Beijei com tal intensidade as palmas das tuas mãos,
Libertando o pó de quem passa horas executando o esqueleto de uma Vida
E vi o desenho do meu rosto nas janelas ainda por terminar
E neste instante construí a nossa história

Iluminando cada canto para que um outro alguém a amasse!


Direitos reservados - Naela

Sunday, July 5, 2009

Obrigada pelo carinho, um dia quem sabe estarei em cada abraço vosso!

É preciso permitir que alguém nos ajude,
nos apóie, nos dê forças para continuar.
Se aceitamos este amor com pureza e humildade,
vamos entender que o Amor não é dar ou receber - é participar.
(Paulo Coelho)

Tuesday, June 16, 2009

Vou ali aproveitar poesia
E navegar nas paginas em branco de um mar português!
Abraçar Lisboa prolongando o desejo de ficar em seus braços eternamente...
Regresso em breve!

Monday, June 8, 2009

Esboço da vida

Desenha em mim o esboço da vida onde a magia do teu olhar
Desnuda partes de mim...
Vou velejando em teu ser, remando a deriva,
Neste mar perdido em saudades
Rega com as tuas lágrimas o jardim inexistente do meu olhar

E deixa que o teu Sol ilumine
A entrada volátil de todos os mistérios erróneos na cave do meu sentir!
Adio a chegada, serenamente quero me deitar em ti,

Sentir o êxtase da infinitude de uma palavra
E das loucuras de quem ama, por amar!
Vou procurando a essência do teu perfume na minha pele,
Ainda vivo em meu corpo,
Despertando em mim a vontade de permanecer dentro de ti,
Onde o calor emana!
A única coisa que peço, é que existas!

Tuesday, June 2, 2009

"É preferível
o silêncio das dores guardadas,
e a solidão das saudades envelhecidas,
ao rastro indolor do nada".

- Dorly Partton -

Regresso.....Palavras sentidas, oh tempo! Cheguei...