Fiz amor com a intensidade de uma chuva de Verão, abracei-me como se fosse a primeira vez após uma longa ausência entre a alma e o espírito, humedeci a tristeza com beijos e carícias infinitas, pois elas nos aconchegam como um manto quando sentimos frio, isolada entre a Vida e o precipício escolhi a solidão de me pertencer, vesti a pele de sentimentos imaculados, escondi as nódoas com um papel pardo e aromas de alecrim e vi um coração suplicando por um lugar dentro de mim...
Abri a porta do meu olhar, debrucei-me para contemplar o amanhecer, fiz um desenho onde o Sol brilhava a cada instante, pisei na relva molhada sentindo a brisa que acaricia a liberdade, varri as folhas de Outono que escondiam partes de mim e abracei um novo começo..Colori a tristeza de branco para me recordar da esperança, as lágrimas de azul para contemplar o mar ausente...

E num abandono doce, deixei que a Vida mergulhasse em mim!











