Vacilei pelas ruas e as coisas
nada contava nem tinha nome
o mundo era do ar que esperava
E conheci salões cinzentos,
túneis habitados pela lua,
hangares cruéis que se despediam,
perguntas que insistiam na areia
Tudo estava vazio, morto e mudo,
caído, abandonado e decaído;
tudo era inalienavelmente alheio;
tudo era dos outros e de ninguém...
Até que tua beleza e tua pobreza
de dádivas encheram o outono
(Pablo Neruda)







