"I'm selfish, impatient, and a little insecure. I make mistakes, I'm out of control and at times I'm hard to handle. But if you can't handle me at my worst, then you sure as hell don't deserve me at my best." Marilyn Monroe♥
Monday, August 24, 2009
Thursday, August 13, 2009
Tua!
Olhei no mais fundo do teu olhar com um sorriso de quem implora o teu ser!
Invadi o prazer e entrei no quarto escuro de um sótão onde a escuridão se derrete com a luz do meu olhar, despi-me de receios, pus me nua perante a tua presença e sem nada dizer, encostei o meu corpo contra o teu, humedeci os teus dedos e deixei que deslizassem no mapa da minha pele, senti-te perdido, percorrendo os becos de uma cidade sem nome, ultrapassando as curvas misteriosas de quem entra no deserto de mim!
Navegaste nas ondas perdidas dos meus seios a descoberta de um novo mundo, repousando as tuas emoções num jarro de agua fria onde as rosas perfumam o meu sentir...Saciei a sede de uma vida bebendo de ti, embriaguei-me de felicidade celebrando a vitória de quem alcança a primazia de um lugar nos recônditos do teu ser!
Fechei os olhos enquanto teu corpo comandava o meu, abracei o desejo apertando-te junto a mim e deixei que lesses o meu pensamento ilegível, silencioso e indolor.
Direitos reservados - Naela
Invadi o prazer e entrei no quarto escuro de um sótão onde a escuridão se derrete com a luz do meu olhar, despi-me de receios, pus me nua perante a tua presença e sem nada dizer, encostei o meu corpo contra o teu, humedeci os teus dedos e deixei que deslizassem no mapa da minha pele, senti-te perdido, percorrendo os becos de uma cidade sem nome, ultrapassando as curvas misteriosas de quem entra no deserto de mim!
Navegaste nas ondas perdidas dos meus seios a descoberta de um novo mundo, repousando as tuas emoções num jarro de agua fria onde as rosas perfumam o meu sentir...Saciei a sede de uma vida bebendo de ti, embriaguei-me de felicidade celebrando a vitória de quem alcança a primazia de um lugar nos recônditos do teu ser!Fechei os olhos enquanto teu corpo comandava o meu, abracei o desejo apertando-te junto a mim e deixei que lesses o meu pensamento ilegível, silencioso e indolor.
Navegaste no meu navio, divango na minha alma...agora tua!

Friday, August 7, 2009
Friday, July 31, 2009
Aurora!
A curiosidade tomou conta de mim, quando conheci Aurora pela primeira vez, vamos chama-la de Aurora pelo simples facto de tornar esta historia mais interessante, as vezes quando mantemos o anonimato das nossas personagens, desejamos que ela continue viva nos corredores da nossa mente.Foi numa viagem a beira do abismo, onde o vento segurava-me sem hesitar que compreendi que a morte não tinha voz!
Do outro lado apercebi-me de um rosto meio adormecido, meio a sonhar, analisei a cicatriz profunda do seu rosto e toquei de leve como quem evita a dor novamente.
Esta era a marca e a lembrança quando somos arrancados de nos e deixados a deriva num pedaço de terra e jogados como fantoches.
Aurora contou-me o momento em que num dia bonito de Sol, passeava pela praia de Inhambane com as suas tranças a escorrerem pela cintura, a sua voz miudinha era uma canção, penetrei no fundo do seu olhar, salpicando as lágrimas de melancolia num manuscrito amarrotado e já amarelo pelo tempo, escondi as mãos para não mostrar o quão estavam gastas e vazias pelo sofrimento de ouvir um pedaço da sua vida abandonada e arrancada sem o seu consentimento.

Aurora tinha ido passear, caminhou pelas dunas como quem sente a intensidade da vida, deixou marcas dos seus pés na areia para fazer lembrar a sua praia que um dia estivera ali!
Ao longe um grupo de pescadores, o céu de um azul e depois o silencio...
estas eram as últimas recordações que ficaram gravadas no álbum de sua vida...para trás ficara a doce recordação de uma infância amada, de um pai que cuidara de si, da sua casa feita de palhota onde sonhara imensas vezes com o seu casamento com Marlesio...
Hoje Aurora reconhece que fora violada, tal a marca deixada em seu rosto desfigurado e apagado, levada para bem longe de sua casa e de seus amores:
- lá na cidade, sinhora, obrigaram-me a ser quem nunca quis ser!
No infinito do meu olhar vi vários rostos reflectidos por detrás do espelho do mar!

Quem tem o direito de nos tornar quem nunca desejamos ser!
quem nunca desejamos ser?
quem nunca desejamos ser?
Friday, July 24, 2009
Pecado!
Sinto de longe o teu pecado, a penitência de querer livrar-me desta ansiedade, desta espera e fico assim a escutar o bater do teu coração como uma melodia que promete jamais terminar!O meu corpo perde-se neste labirinto ao encontro do teu, e a única saída é deixar-me perder novamente, para que a tua alma reencontre o meu desejo e sinta a sensação de desfolhar cada ausência tua.
Entrego-me por inteira, aconchego-me a ti, neste ninho feito de sonhos e ilusões onde a angústia do eu se dissipa, o alívio de ser tua sem a mascara de outrora revelam-se de mil formas, existir apenas...descanso neste leito onde as emoções mergulham na tua existência, deslizo as tuas mãos delineando os meus seios que despertam para a vida ao sabor dos teus beijos, desenho os teus lábios em meus lábios como uma escultura que aniquila o silêncio e a sede...
De repente deixamos as marcas do nosso corpo no lençol, o cheiro da nossa pele flui no ar, a janela do quarto esta aberta, como se o vento suspirasse saudade, trancamos a porta mas esquecemos da chave em qualquer lugar, e sem despedidas caminhamos soletrando gemidos e colorindo a vida de vários tons...
Resta apenas a unicidade da nossa existência fotografada na memória de nosso olhar!

Monday, July 20, 2009
É tão perigoso.
Quem tentou, sabe.
Perigo de mexer no que está oculto -
e o mundo não está à tona,
está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar.
Para escrever tenho que me colocar no vazio.
Neste vazio é que existo intuitivamente.
Mas é um vazio extremamente perigoso:
dele arranco sangue.
Sou um escritor que tem medo da cilada das palavras:
as palavras que digo escondem outras - quais?
Talvez as diga.
Escrever é uma pedra lançada no fundo do poço.
Thursday, July 9, 2009
Explorei!
Explorei com tal ânsia a quietude da noite Esculpi o teu rosto em todos os lugares que descobri onde o vazio reinava
Dei vida a essência da minha escultura, abri os olhos iluminando
A escuridão da minha alma e contornei os lábios ate a infinitude do meu sentir!
Fiz amor com a liberdade de quem sobrevoa o Oceano
E deixei-me levar tal um grão de areia em tuas mãos!
Fingi dores jamais sentidas e ultrapassei mágoas tatuadas em meu nome
Sublinhei com varias tonalidades as incompreensões da minha existência.
Abri a porta de uma casa ainda por construir,
Deslizei os dedos pelas paredes que as tuas mãos cimentaram
Com a mestria de quem constrói o Universo
Deslizei os dedos pelas paredes que as tuas mãos cimentaramCom a mestria de quem constrói o Universo
E no silêncio de cada pincelada li os teus pensamentos, revi a nossa história
Gravada em cada canto daquele lugar que aos poucos ganhava vida
Beijei com tal intensidade as palmas das tuas mãos,
Libertando o pó de quem passa horas executando o esqueleto de uma Vida
E vi o desenho do meu rosto nas janelas ainda por terminar
E neste instante construí a nossa história
Libertando o pó de quem passa horas executando o esqueleto de uma Vida
E vi o desenho do meu rosto nas janelas ainda por terminar
E neste instante construí a nossa história
Iluminando cada canto para que um outro alguém a amasse!

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