Existe a tal cumplicidade quando olhamos nos olhos e as lágrimas rolam, como um diálogo mudo entre as emoções e o coração.Neste encontro inesperado, quando me encontro com a tristeza, finjo que não a vejo, mas os olhos se perdem em infinitas gotas é a tal sensação de boiar no mar, deixando que as ondas nos transportam para um lugar qualquer... Suspiro de alivio, afinal ela esta aqui, a contemplar os motivos de tanta zanga, as razões que levaram a cortar relações comigo mesma, implora que faça as pazes com a minha angústia.
E na obscuridade dos desejos contidos, perco me num labirinto dentro de mim, já não sei mais o caminho de volta, sinto-me sozinha na ilha que eu mesma construi, passo por momentos de pura contemplação, vejo a vida correr e deixar-me para trás.
Será que devo alterar as cores do quadro pintado a caneta esferográfica?Procuro por aquele lugar onde as letras tornam o "Fim" mais caloroso, depois é só adormecer para não ter que acordar, sinto o calor do fogo a contaminar os sons do meu descanso.
Perco-me em tantas loucuras e um grito que não sai perde-se num tunel a beira da estrada...
No íntimo do meu olhar vejo os raios de Sol, no meu rosto desenhado a mão os rios desaguam no mar, corro ao sabor do vento, sorrio feliz, pelo encantamento do meu estado, vejo o mundo através da bola magica que contorna a minha existência e sei que nasci sem querer...faço desta fatalidade algo especial, porque vim obrigada por um Deus maior que me quis em seu reino, para que andasse no corredor da sua casa e fosse ao encontro de Si!



Sonho com coisas que desconheço, acredito em sonhos, dizem-me tanta coisa, são a harmonia do amor ausente dentro de mim.
Afinal meu nome é Tristeza...
Quero um bouquet de flores para enfeitar a minha sala, um brilho no olhar como forma que a vida me espera para um cafe, no meu lugar preferido...e depois quando anoitecer corro ao encontro das estrelas.
Afinal meu nome é Tristeza...
Quero um bouquet de flores para enfeitar a minha sala, um brilho no olhar como forma que a vida me espera para um cafe, no meu lugar preferido...e depois quando anoitecer corro ao encontro das estrelas.








Sorrio...fecho o álbum de fotografias e guardo-as na plenitude do meu ser, para me lembrar que não devo exigir o mundo, mas sim a simplicidade de uma VIDA!
Percorro o teu corpo, como uma estrada ao encontro do meu destino...contorno as curvas que me jogam do abismo e sinto a vontade de te ter na imensidão do meu desejo!


Naturalmente quis viver emoções fortes, sentir a adrenalina de ser livre como um pássaro e contemplar a beleza pintada a mão de uma cidade cheia de vida, então saltei da Pedra da Gávea num voo de Asa Delta e a sensação é indescritível!
Na minha mente, registei uma cidade que parou no tempo, além de não ter feito progressos em alguns aspectos e apesar de ser uma adepta nata da preservação de prédios antigos, vi que a mentalidade dos cariocas vive de "Status" a meu ver, vivendo em Londres numa cidade em que se preza o individualismo, onde as classes se misturam sem se aperceber quem pode e quem não tem, foi um choque cultural assistir a divisão entre o mundo pobre e o mundo rico, quando falo de "status" é a tal ignorância de que se tivermos uma mala Gucci, um casarão e compramos roupas importadas somos bem vistos, se passamos imenso tempo no shopping a passear a nossa beleza, a competir numa sociedade que esquece dos valores mais básicos e envelhece num rosto pintado de cirurgias.