Monday, August 24, 2009

Mas nem sempre é necessário tornar-se forte.
Temos que respeitar nossas fraquezas.
Então, são lágrimas suaves,
De uma tristeza legítima à qual temos direito.
Elas correm devagar e quando passam pelos lábios
Sente-se aquele gosto pouco salgado,
Produto de nossa DOR mais profunda.

Clarice Lispector

Thursday, August 13, 2009

Tua!

Olhei no mais fundo do teu olhar com um sorriso de quem implora o teu ser! Invadi o prazer e entrei no quarto escuro de um sótão onde a escuridão se derrete com a luz do meu olhar, despi-me de receios, pus me nua perante a tua presença e sem nada dizer, encostei o meu corpo contra o teu, humedeci os teus dedos e deixei que deslizassem no mapa da minha pele, senti-te perdido, percorrendo os becos de uma cidade sem nome, ultrapassando as curvas misteriosas de quem entra no deserto de mim! Navegaste nas ondas perdidas dos meus seios a descoberta de um novo mundo, repousando as tuas emoções num jarro de agua fria onde as rosas perfumam o meu sentir...Saciei a sede de uma vida bebendo de ti, embriaguei-me de felicidade celebrando a vitória de quem alcança a primazia de um lugar nos recônditos do teu ser!
Fechei os olhos enquanto teu corpo comandava o meu, abracei o desejo apertando-te junto a mim e deixei que lesses o meu pensamento ilegível, silencioso e indolor.
Navegaste no meu navio, divango na minha alma...agora tua!

Direitos reservados - Naela

Friday, August 7, 2009

Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras da boca é que nem tentaram sair, voltaram ao coração caladas como vieram ““.

Machado de Assis*