Thursday, April 30, 2009

Procura-me em ti!

Procura-me em ti, estou em cada esconderijo do teu ser, em cada olhar que adormece na escuridão de uma vela e desperta no amanhecer de um Sol!
Conduz-me a esse labirinto, onde a unica saida és TU!
Sou a tristeza que mergulha em infinitas lágrimas no teu rosto mascarado de "Pierrot", também a alegria que transborda como um rio cristalino que se cruza com um mar tranquilo e imensamente nosso!

Viajo em cada pulsar do teu coração, percorrendo destinos incertos, aventuro-me no deserto do teu corpo, sentido o ar fresco e árido de quem alcança o infinito!

Navego nas ondas do teu ser, ondulo numa paz que refresca cada parte de mim, transformo-me em varias mulheres num só corpo, trajando inúmeras épocas e alcanço um futuro onde o meu rosto já velho e gasto se perde nas rugas do teu olhar.

E vejo ao longe, tão doce como o luar um retrato já amarelo pelo tempo, onde dois rostos sorriem abraçados ao vazio!

Direitos reservados - Naela

Thursday, April 23, 2009

Destino....

Adorável destino, uma mistura do teu cheiro,
sabores que se perdem em cada expressão da minha alma

Um retrato pintado com as aguarelas do teu ser, dispo de conquistas e resido em ti, vasculho as páginas imaginárias do teu sentir.
Onde a beleza do teu olhar enfeita o jardim dos meus seios, abro caminho para que invadas o meu segredo.
E nele bebas o cálice doce da minha embriaguez!
Leve, deixa-me sobrevoar o mar na certeza de te encontrar em cada mergulho, salpica de sal as lágrimas que brotam como rosas nas curvas do meu corpo, a que dou o nome de teu "CORPO"!

Caminha lado a lado a minha sombra, de mãos dadas sem receio de me deitar na relva fria da madrugada.
Eu comigo mesma no deserto da vida contemplando o teu olhar...

Terás que dividir as duas, porque ambas as partes, não partem só!

Reservados todos os direitos de autor

Sunday, April 19, 2009

"...Mas chegará o instante
em que me darás a mão,
não mais por solidão,
mas como eu agora:
por amor”
.._Clarice Lispector_

Saturday, April 11, 2009

Vagueia no meu Fado

Vagueia em mim, como um vulto na noite que percorre os becos a deriva
Bebendo dos cheiros de uma calçada lustrosa,
Escuta o Fado ao som de um gemido
Deslizando as cordas desta guitarra com os teus dedos molhados de desejo!
Percorre o rio através da ponte que nos separa
E desce a avenida da nossa encruzilhada,
Deixo que persigas
Este corpo que tem a tua morada, tatuando as paredes
Sombrias da minha essência!
Desperta o teu olhar sobre mim no primeiro amanhecer
Repousa o teu cansaço ao redor do meu regaço
Iluminando vestígios de um lugar remoto
Visitado por varias reencarnações, estas com o teu rosto!

Sunday, April 5, 2009

Que direi...

Que direi, que palavras ainda sobram em mim que possa encadernar o meu sentir
Instantes que se perdem nas horas da vida,
Solidão que cola na pele e deixa transparecer a ausência,
Desço as escadas em bicos de pés para não despertar o vazio
Na escuridão da sala vejo apenas o meu olhar
E percorro a outra parte de mim sentada numa cadeira nas margens do abismo!
Não me importo mais com o silêncio ensurdecedor e dou uma gargalhada estridente
Que ecoa nas paredes do meu espírito, vejo-o a vaguear a deriva
E na loucura deste amor exacerbado, abro as janelas do íntimo
Perscrutando a noite escura e profunda onde as estrelas
Brilham num céu infinito!
Ao longe uma sombra me acena...

Reservados todos os direitos de autor